terça-feira, 22 de março de 2011

Harpia

Seu nome científico é Harpia harpyja. A Harpia, também conhecida como Gavião-real, é a maior ave de rapina do Brasil e do mundo. Além de maior, é considerada uma das mais interessantes e raras aves, pois vive solitária, exceto na época de acasalamento, e exige uma extensa área para sobreviver( cerca de 50 km2 de floresta para cada ave ).

    A Harpia vive em montanhas, nas margens de rios e lagos, e até mesmo à beira-mar. Sua localização vai do sul da América Central até o Paraguai, com preferência das áreas tropicais. No Brasil, ainda hoje, essa espécie é encontrada na Amazônia, nos Estados do Paraná e Rio Grande do Sul, além de algumas florestas da Mata Atlântica. Seus hábitos são diurnos e o comportamento classificado como sedentário.

    A predileção alimentar da harpia abrange desde moluscos, crustáceos e peixes até serpentes, lagartos, alguns pássaros e alguns mamíferos, como a preguiça (seu alimento favorito). A Harpia é a principal inimiga dos psitacídeos (Araras, cacatuas e papagaios).

    A harpia pode atingir 1,15m de comprimento e 2,5m de envergadura. Seu peso varia de 4,5 a 10 quilos. Possui uma plumagem densa nas costas e macia no lado ventral. Os tarsos são grossos e não emplumados. As pernas são curtas, e os pés e garras suficientemente fortes para permitir à ave carregar mamíferos pesados. A cor predominante é o cinza e o seu grande topete é responsável pela denominação de gavião-real. A ave adulta apresenta um “colar” preto de penas no pescoço.

    A característica principal – também presente em todas as aves de rapina diurnas – é a profundidade da visão. O poder de resolução da vista do gavião chega a ser oito vezes mais potente que o do homem. Mas, como nem tudo é perfeito, a mobilidade do olho na órbita é reduzida, o que obriga a ave a virar constantemente a cabeça para adquirir noção do conjunto.

    A harpia é monógamo e de pouca sociabilidade. Também apresenta dimorfismo, isto é, a fêmea é maior que o macho. Aliás, entre águias, falcões e gaviões, o dimorfismo normalmente é mais acentuado quanto mais ferozes e agressivas forem as espécies.       Geralmente solitário e diurno, a harpia voa bem entre 50 e 100 metros acima das copas das árvores e plana bastante. Tanto em ataques como para chamar a atenção do sexo oposto, as aves escancaram as asas, estendem os artelhos, levantam a crista e eriçam as penas. Muitos acipitrídeos executam verdadeiras acrobacias no ar. Para os solteiros, o balé aéreo serve como artifício de sedução e, para os acasalados, fortalecimento do elo de união.

A família da harpia ( acipitrídeos ) é a mais complexa de todas. Há uma grande variedade de formatos e dimensões, onde estão inclusas as várias espécies de gaviões. São 208 tipos no mundo, sendo 90 brasileiros. A águia é uma das mais versáteis e ágeis da família, chega a pesar sete quilos e exibe envergadura de tamanho igual ao da harpia: 2,5 m. Ao contrário da crença popular, nem todos os gaviões são carnívoros, há os insetívoros e até mesmo os vegetarianos.

 

Fonte: http://amora.cap.ufrgs.br/2000/projetos/proj1/aves/harpia.htm

Medusa

Medusa


As medusas têm sido tradicionalmente consideradas simples e primitivas. Quando se observa uma medusa num aquário, não é difícil perceber porquê.A medusa tal como os seus familiares (a anémona e o coral) parece um animal desprovido de muitos acessórios. Não tem cabeça, sem parte da frente ou de trás, sem lado esquerdo ou direito, sem pernas ou barbatanas. Ela não tem coração. O seu intestino, em vez de um tubo, é uma bolsa cega, pelo que a sua boca serve também como orifício retal. Em vez de um cérebro, ela tem uma rede difusa de nervos.Uma medusa desloca-se de forma preguiçosa através de impulsos lentos. Por baixo do seu exterior aparentemente simples reside uma notável colecção de genes sofisticados, incluindo muitos que deram origem à anatomia complexa dos seres humanos.Muito para sua surpresa, os cientistas descobriram que alguns genes activados nos embriões eram quase idênticos aos genes que determinavam o eixo cabeça-cauda dos bilatérios, que inclui os seres humanos. Mais surpreendentemente, os genes activam-se no mesmo padrão cabeça-cauda dos bilatérios.As descobertas levaram estes cientistas a perguntarem-se por que razão os cnidários um conjunto tão complexo de genes de construção corporal se os seus órgãos acabam por se formar assim tão simples. Eles concluíram que os cnidários podem ser mais complicados do que parecem, particularmente no que diz respeitos aos seus sistemas nervosos .

Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/filo-cnidaria/medusas.php

Hiena

A hiena (CrocutaCrocuta) é um animal mamífero, carnívoro, da família Hyaenidae. Adulta, uma hiena mede 1,5 m de comprimento, com 80 cm de altura e 70 kg de peso. Seu modo de andar é esquisito, manquejante, pois suas patas traseiras são mais curtas que as patas dianteiras. Sua pelagem tem cor castanha escura. Não é um animal dos mais rápidos, em corrida não consegue ultrapassar os 60 km/h. É capaz de emitir um grito áspero, parecido com uma gargalhada, que os antigos acreditavam ser de um homem mau, que colocava armadilhas para capturar os viajantes. Seus hábitos são noturnos, embora possa desenvolver atividades durante o dia.

Habita o oeste da Ásia e principalmente as savanas da África. Excelente caçadora, com uma mordida poderosa, a hiena se alimenta de búfalos, zebras, gnus e até de filhotes de girafa, entre outros. Atacam geralmente em grupo, com mais eficiência que alguns felinos.
Porém, a hiena é mais conhecida por ser necrófaga, ou seja, por se alimentar das carcaças e dos ossos de animais, restos de outros predadores.
Esse animal desempenha um papel , necessário na cadeia alimentar, pois ao se alimentar dos restos de outros predadores, evita que esse material contamine as águas e que cause o aparecimento de doenças em outros animais ou em habitantes da região.
Ao contrário dos demais predadores, a hiena não tem o hábito de cuidar de sua pelagem, o que a deixa com o mau cheiro do sangue, das entranhas, ou mesmo da carniça de suas presas.
Em alguns países existiram tentativas de domesticar a hiena, sem resultados positivos. Enfim, é um animal selvagem.
As hienas vivem em grandes grupos de 40 a 100 animais. Diferente de outros mamíferos que vivem em grupo, a sociedade das hienas é matriarcal, ou seja, é dominada pelas fêmeas, que costumam ser mais agressivas que os machos.
Os filhotes nascem com os olhos abertos e com a dentição completa. Desde o nascimento são muito agressivos, sendo comum que os filhotes matem uns aos outros.

Zonotrichiacapensis(tico-tico).

Características
Pássaro de porte médio que mede 15 cm de comprimento. É um dos pássaros mais conhecidos e estimados do Brasil. Corpo compacto, com asas e cauda de tamanhos regulares, pernas e pés delgadose bico cônico e forte. A coloração dorsal é pardo-acinzentada, tendo a cabeça cinza com 2 tiras negras que partem da base da maxila indo até à nuca, com parte central cinza, também partindo da mesma base e alargando-se para a nuca.
As faces são de cor cinza, com 2 tiras negras de cada lado que vão até a região do pescoço, uma partindo do canto posterior do olho e outra do canto do bico. Pescoço com uma faixa cintada de cor vermelho-ferrugínea que desça até os lados do peito alto, onde se encontra com uma mancha negra.
Porção intermediária dorsal de cor pardo-cinza com coberteiras, inclusive das asas com manchas negras e restante do baixo dorso pardo-cinza. No encontro das asas as penas terminam com faixa branca. Garganta branca, peito e abdômem cinza-esbrancquiçados, sendo mais claro na parte central. O macho apresenta um pequeno topete com desenho estriado na cabeça. A fêmea apresenta coloração mais apagada e não possui topete.
Habitat
Áreas abertas, campos de cultura, campos sujos ou limpos, pomares, áreas rurais eurbanas, parques e jardins. É abundante em regiões de clima temperado, como nas montanhas do sudeste.
Ocorrência
No Brasil, do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul. Abundante em clima temperado, como nas montanhas do Sudeste, até nos seus cumes mais altos, expostos a ventos fortes e frios. Ocorre do México, América Central, maior parte da América do Sul até a Terra do Fogo, com muitas lacunas.
Alimentação
Insetívoro e granívoro.
Reprodução
Primavera-verão. Durante a reprodução vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros machos de sua espécie. Tornam-se assim fáceis vítimas de caçadores. O ninho é uma tigela aberta e rala, feito de capim seco e raízes. A fêmea bota de 2 a 5 ovos, que são de cor verde-amarelado com uma coroa de salpicos avermelhados, medindo cerca de 21 x 16 mm em seus eixos e pesando de 2 a 3 g. A incubação se faz em 13 a 14 dias e os filhotes nidícolas são cuidados pelo casal. Os filhotes deixam o ninho entre 16 e 22 dias de vida para acompanharem os pais que ainda os seguem alimentando por vários dias. Os tico-tico jovens estabelecem territórios entre o 5º e o 11º mês de vida. Sofrem pesadas perdas de sua própria prole, pois o Chopim é uma ave parasita que retira os ovos do ninho do tico-tico e põe os seus. A pressão exercida chega a ser tão grande que, em certos locais, o tico-tico é eliminado.

Platelmintos



Platelmintos são animais do filo Platyhelminthes (do grego platy, achatado + helmins, verme), pertencente ao reino Animalia. São considerados vermes, tais como o são considerados os integrantes dos filos Nematelmintos e Anelídeos.
O corpo é constituído por três camadas. Primeiramente, há a epiderme uniestratificada. Abaixo, há duas camadas musculares, sendo a primeira composta por músculos circulares e a segunda por músculos longitudinais. A esse conjunto dá-se o nome de tubo músculo-dermático. Tal tubo atua na proteção, locomoção e como esqueleto.
Nos platelmintos de vida livre, a epiderme apresenta cílios, relacionados com a locomoção. Já nos parasitas, há a cutícula envolvendo o tubo músculo-dermático, conferindo-lhe resistência à ação dos sucos digestivos.
Esses vermes são triblásticos acelomados. Como conseqüência disso, não formam completamente alguns sistemas (respiratório, digestório). Outra conseqüência é a sua forma achatada. Suas células têm que ficar próximas ao meio externo (para respirar) e próximas ao intestino (para obter nutrientes).

Sistema digestivo

Possui apenas uma abertura em todo o sistema, portanto é incompleto. Constitui-se por bocafaringe e intestino ramificado que termina emfundo cego. Os cestóides(animais endoparasitas, exemplo: a tênia) não possuem sistema digestivo. A digestão é extra e intracelular.

Sistema nervoso

São os primeiros animais com um sistema nervoso central que é formado por um anel nervoso, ligados a cordões longitudinais ou por um par de gânglios cerebróides dos quais partem filetes nervosos laterais que percorrem todo o corpo, emitindo ramificações. Isso permite uma melhor coordenação do sistema muscular, bem desenvolvido, o que disciplina os movimentos do animal e lhe dá mais orientação.

Sistema excretor

excreção é feita através dos protonefrídeos que possuem células terminais multiciliadas denominadas de células-flama (ou solenócitos).[1] Estruturas típicas dos platelmintes, ascélulas-flama eliminam os excretas para dentro de ductos anastomosados, e por vezes ciliados, que eventualmente abrem-se para o exterior por um ou mais poros.
São amoniotélicos, isto é, excretam amônia e não uréia como os mamíferos.

Sistema reprodutor

Geralmente são hermafroditas (podendo ou não fazer a autofecundação) sendo que alguns se reproduzem por partenogênese. Nos tuberlários e trematódeos monogenéticos, o desenvolvimento é direto. Já nos digenéticos e cestóides é indireto. Os platelmintes de menor porte podem se dividir por fissão(também chamada de bipartição). As planárias sofrem fissão longitudinal, e cada metade se regenera e forma uma nova planária. Trata-se de uma forma de reprodução assexuada. Os platelmintes também podem realizar reprodução sexuada. Novamente como exemplo as planárias, elas se unem e trocam semens masculinos podendo assim fecundar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Rinoceronte de Sumatra



D. sumatrensis
  

O rinoceronte-de-sumatra (nome científico: Dicerorhinus sumatrensis, do grego di, dois + cero, corno + rhinus, nariz/focinho; e do latim, ensis, relativo a Sumatra) é uma das cinco espécies viventes de rinocerontes da família Rhinocerotidae. Outras denominações vérnaculas incluem rinoceronte-sumatrano, rinoceronte-de-samatra, rinoceronte-peludo, e rinoceronte-de-dois-chifres-asiático.
É a menor das espécies de rinocerontes recentes e a que tem características mais primitivas. Como seus parentes africanos, possui dois cornos, sendo o anterior muito maior que o posterior. Apresenta uma pelagem marrom-acastanhada única entre os membros da família. Pouco se conhece a respeito de sua ecologia, comportamento e reprodução na natureza, devido a seus hábitos furtivos e noturnos e pela dificuldade de pesquisa no ambiente florestal. Entretanto, dezenas de estudos em cativeiro foram desenvolvidos para auxiliar nos programas de conservação ex situ. É a espécie de rinoceronte que mais apresenta vocalizações.